Geralmente quem viaja para Tailândia e Vietnã também inclui Camboja no roteiro, e isto é uma grande vantagem. Por não ser tão um roteiro tão visado, os preços são mais baixos. E suas praias (tão bonitas quanto as da Tailândia) são mais tranquilas e agradáveis para quem quer descansar. Os casais românticos podem até se dar ao luxo de fazer um jantar na areia. Além disso, o país conta com uma culinária única e com as belíssimas ruínas de Angkor Wat, uma cidade-tempo que é patrimônio da humanidade.
O Camboja faz parte dos roteiros combinados para quem visita o sudeste asiático e passa pelos países vizinhos Vietnã (a leste), Tailândia (a noroeste) e Laos (ao norte). Tem a vantagem de ser ainda pouco explorada pelo turismo, o que garante preços mais baixos, praias tranquilas e a possibilidade de fazer turismo e aventura na mesma viagem. Conta com muitas belezas naturais, entre florestas tropicais e cadeias de montanhas.
O principal destino turístico é Siem Reap (onde está o Sítio Arqueológico de Angkor Wat), seguido da capital Phnom Penh e pelo balneário de Sihanoukville. Outros locais interessantes são a cidade ribeirinha de Battambang e Krong Koh Kong. A paz é reinante no país, contrastando com o passado de guerra. Os contrastes sociais e a pobreza extrema são visíveis, mas o povo é muito acolhedor e hospitaleiro. Vê-se monges vestindo trajes em tons laranja, o que chama bastante a atenção dos visitantes.
A cidade de Siem Reap é acessível a todos. Tem desde hotéis 5 estrelas e restaurantes de auto padrão até pousadas baratas. Conta com uma área de Boulevard ao estilo francês (o Camboja é uma ex-colônia da França), boas opções de vida noturna e de restaurantes. Não deixe de saborear os pratos da culinária khmer. A especialidade é o Amok, a moqueca cambojana, feita com peixe, leite de coco, cogumelos, cenoura, manteiga e temperos locais. Há opções com outros tipos de carne.
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Nesta cidade está o principal ponto turístico do país: as ruínas milenares de Angkor Wat, que é patrimônio da humanidade, considerado um dos maiores monumentos religiosos do mundo. Seu nome significa "cidade templo" em sânscrito. Foi construído sobre a água, é maior que qualquer catedral medieval e duas vezes maior que a Torre de Londres, sendo um dos maiores projetos de engenharia da história.
Em Siem Reap também está o Cambodia Landmine Museum, que mostra um pouco da triste realidade que o país atravessou durante a guerra que dizimou quase um terço da população do país na década de 70. Quem tem estômago forte tem outras opções de passeios na capital Phnom Penh que retratam esta triste história: o museu Tuol Sleng, um antigo centro de detenção e tortura (as celas ainda são conservadas de maneira assustadora) e o museu de Choeung Ek, a 15 quilômetros da capital, onde há um memorial dos mortos com um monumento em forma de torre de vidro com mais de 900 crânios.
Phnom Penh é uma cidade cosmopolita e agitada, com amplas praças e muitos templos. A principal atração turística é o Palácio Real, em estilo arquitetônico khmer. Abriga pavilhões de arte, belos jardins e diversos templos. É preciso usar roupas que cubram pernas e ombros para entrar. Além do palácio, é indispensável visitar a Pagoda de Prata, um templo budista com o piso coberto por 500 toneladas de prata.
Sihanoukville é o principal balneário do país. Ótimo para farras gastronômicas, onde se pode comer e beber muito, pagando pouco. Tem abundância de pratos com peixes e frutos do mar. As praias têm areia branca e ilhas tropicais preservadas.
Para uma experiência mais rústica, a opção é Krong Koh Kong, no sudoeste do país. Tem praias de águas cristalinas quase desertas e com cachoeiras (são acessíveis apenas de barco), além de manguezais, montanhas e florestas. De lá se pode atravessar para a Tailândia, que fica a 10 quilômetros de distância. Mas atenção: não caminhe fora das trilhas marcadas. Calcula-se que ainda há cerca de 4 milhões de minas enterradas e não detonadas, espalhadas em todo o país.